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O alargamento do tempo médio de vida é muitas vezes acompanhado por situações de doença e de incapacidade, frequentemente relacionadas com situações susceptíveis de prevenção. A promoção da saúde e a prevenção de doenças assume, assim, crucial importância.
A acupunctura confere grande importância ao “tratamento preventivo”, sendo uma das suas principais práticas o tratamento das pessoas antes de adoecerem. Liang e Yin (2010) demonstraram recentemente que as estratégias preventivas da Medicina Tradicional Chinesa estão relacionadas com os processos bioquímicos anti-stresse, sugeridos no seu estudo como uma prática anti-envelhecimento. As estratégias mencionadas por aqueles investigadores englobam hábitos de vida, como o sono, e técnicas de tratamento onde se inclui, precisamente, a acupunctura.
Mas para além da intervenção preventiva, a acupunctura apresenta a vantagem de ser uma terapêutica não tóxica e com poucas contra-indicações (emergências médicas e cirúrgicas, tratamento de tumores malignos e alterações na coagulação) servindo como uma opção válida para o tratamento de muitas doenças e/ou sintomas (WHO, 2003). Adicionalmente, trata-se de um medicina para a qual foi demonstrada eficácia no tratamento de síndromes geriátricos, especificamente nos problemas relacionados com a deglutição e quedas, tal como comprovaram Iwasaki et al. (2005) ao reuniram as evidências clínicas da medicina oriental. Segundo estes autores, a utilização dos pontos de acupunctura estômago 36 e rim 3 possibilitam a recuperação da capacidade de deglutição e mastigação em idosos com reduzido metabolismo de glicose a nível do lobo frontal do cérebro. Em situações de distrofia muscular, a punctura dos pontos rim 3 e bexiga 23 permitem o idoso caminhar firmemente prevenindo, deste modo, as quedas.