
A consciência na génese da doença
Quando no nosso carro acende uma luz que nos indica que algo está mal e que necessita ser concertado seria incongruente que para resolver o problema e seguirmos viagem o mecânico simplesmente desligasse a respectiva luz. Sabemos que o problema é mais profundo, é necessário ir á causa e não ao sinal para que possamos seguir viagem sem danificarmos o carro.
Destarte, transpondo-nos para o nosso corpo, quando este manifesta determinado sintoma, não basta eliminá-lo, há que interpretá-lo no intuito de chegar à sua origem, que reside na nossa consciência (alma), para que se proceda a uma eliminação sincera do sintoma. O sintoma é a materialização, a manifestação física, visível no nosso corpo, de um desequilíbrio da alma. O sintoma possibilita que a pessoa tome consciência de emoções, pensamentos que ele próprio, inconscientemente, colocou de parte não se permitindo vivenciá-los.
No Nei Ching, um dos clássicos da Acupunctura que data de há mais de 2500 anos, pode-se ler: “Os ventos são causa de uma centena de doenças. Quando as pessoas estão calmas e limpas, a sua pele e a sua carne estão fechadas e protegidas. Nem mesmo um forte temporal, aflições ou veneno conseguem molestar as pessoas que vivem de acordo com a ordem natural (…) Quando há unidade pode-se alcançar o máximo na arte de curar. Quando a mente das pessoas está fechada e a sabedoria não pode lá entrar, as pessoas permanecem amarradas à doença. No entanto, os seus sentimentos e os seus desej os deviam ser investigados e dados a conhecer, a sua vontade e as suas ideias deviam ser respeitadas.”
Leituras complementares:
A Doença Como Linguagem Da Alma: Os Sintomas Como Oportunidades De Desenvolvimento. RÜDIGER DAHLKE. Cultrix, 2005.
A Doença Como Caminho: Um Método Para a Interpretação Da Doença. THORWALD DETHLEFESEN e RÜDIGER DAHLKE. Pergaminho, 2002.
O Teu Corpo Não Mente: Ajudar A Curar A Pessoa, Não A Doença. LUÍS MARTINS SIMÕES. Anjo Dourado, 2008.
